As opiniões se dividem tanto no meio político como no econômico, por especialistas em política, em economia e por leigos. As diferenças de opiniões são causadas por conhecimentos, interesses e conceitos sociais de usos de bens público. Existem muitas matérias publicadas sobre o assunto com forte defesa por neo-liberais que defendem um Estado mínimo e críticas por socialistas que defendem maior participação do Estado. O ponto de vista da parábola que conto a seguir baseia-se no conceito de bem público.
Trata-se de duas comunidades em que uma possui um rio que passa pelo meio da aldeia e uma outra comunidade que não possui água para abastecer a aldeia. Ocorreu que um indivíduo daquela aldeia que possuía o rio teve a ideia de canalizar a água e vender para àquela aldeia que não possuía esse recurso tão essencial e fez isso com vantagens para si mesmo, pois não dividiu o lucro com o restante da aldeia que também passou a ficar com restrição sobre o uso daquele recurso, em virtude de uma grande quantidade passar a ser fornecida para a outra aldeia.
O que ocorreu na aldeia foi uma privatização de um recurso natural que pertencia a toda comunidade, cabe a pergunta portanto se o que aquele indivíduo fez foi justo. Ele se apropriou de um bem que era de uso comum em proveito próprio, sem dividir os lucros. Isso foi interessante para ele, que obteve vantagem e para a outra comunidade que passou a receber o fornecimento do bem. A comunidade que possuía o recurso não obteve nenhuma vantagem, pelo contrário sofreu restrições em seu uso. O que seria correto então?! A comunidade entrar em um acordo comum para uma gestão do recurso de forma que garanta uma sustentabilidade do fornecimento interno e os lucros com a comercialização do excedente possa ser revertidos em prol de toda a comunidade, o que seria uma empresa pública. Essa é a questão que precisa ser discutida com relação em privatizar empresas públicas. A consideração de que o bem pertence a todos, deve ser explorados por todos e não em proveito de um indivíduo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário